sábado, 20 de março de 2010

Ao meu actor preferido, Robin Williams


Fui para os bosques para viver intensamente,
Para viver deliberadamente e sugar todo o tutano da vida,
Para aniquilar tudo o que não era vida,
E não,
Quando morrer,
Perceber que não vivi.

                                                    in 'Dead Poets Society'

sexta-feira, 19 de março de 2010

Something in here, where? In life!, por mim

O frio queima,
O calor sufoca,
A água humedece o corpo,
  e apodrece as raízes dos músculos.
O fogo acende o pensar,
   que se reflecte na terra que piso.
A areia seca a pele,
e deixa o rasto dos meus passos pelas suas vidas.

A dor queima-me  o olhar,
  mas faz-me grata por cada segundo vivido plenamente.

Passos, por mim

A população vagueia sem saber,
  passamos uns pelos outros,
 julgando saber que passam por pessoas,
sem que os seus passos sejam notados.
  
Mas nem todos são pessoas,
  e nem todos não são notados.
Mas os que não são pessoas, outros
      seres serão.
E pessoas, nem sempre seres o são.
  Seres predadores que notam
  os passos das pessoas.
E as pessoas, abraçadas no leito do predador,
os seus passos perdem.
E seres que predadores não, mas
   presas o são,
mal entendidas são pelas pessoas,
sejam elas seres,
       ou ou não.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Notícia de suicídio de professor

Hoje surgiu uma notícia de que um professor – psicologicamente fragilizado – vítima de constantes faltas de respeito por parte de alunos, não aguentou a frustração e humilhação, cometendo suicídio.

Este professor, já tinha feito sete queixas disciplinares em relação à turma que apresentava mais distúrbios.

A notícia surgiu na rádio, anunciando que a causa do suicídio foram os abusos dos alunos, e que estes ficaram tão perturbados que não conseguiram fazer o teste que estava programado para este dia. E segundo um jornalista “os alunos, que ainda por cima são bons alunos, não podem ser responsabilizados pelo que aconteceu”.

Vamos analisar este acontecimento por partes:

1. Como professora, posso afirmar que há alunos que conseguem ser ofensivos, não têm noção de autoridade (que devia ser conferida pelos pais) e que realmente podem deixar uma pessoa num ataque de nervos.

2. O motivo de um suicídio, deste concretamente, não se pode cingir ao factor “violência para com o professor”. Obviamente, que este estaria fragilizado por questões externas ao assunto, e francamente, razões essas não dizem respeito a ninguém. As pessoas [neste caso alunos] não têm de estar a par das fraquezas dos outros, se têm uma depressão, se têm fragilidades ou seja o que for, para os respeitarem. É obrigatório respeitar as pessoas, em qualquer condição. Obviamente, que não se trata toda a gente da mesma maneira. O patrão, o empregado, o amigo, o filho, o professor – todos têm papéis diferentes.

Estes alunos, que o fizeram sentir incompetente, sentiram-se tão mal, que não foram capazes de fazer o dito teste. Pobrezinhos!

É preciso um homem suicidar-se, para perceber que ele sofre se eu o humilho?

E se ele não tivesse pôs-to fim à sua vida? “Os pobres alunos que estão a precisar de apoio psicológico depois destas acusações” – que teriam feito eles? Parariam espontaneamente de atormentar o professor?

É bom que sintam remorsos.

É bom que sintam culpa.

Não pelo suicídio. Quinhentas coisas juntas podem ter causado esse desfecho.

Mas sintam remorsos e culpa pelo que ele sofreu. Porque parte desse sofrimento [evitável], foi sim causado pelos alunos.

3. A minha mensagem já está emitida. Queria só fazer um breve reparo ao jornalista (cujo nome não fixei) que proclamou: “[…] que ainda por cima são bons alunos […]”. Desculpem a expressão, ‘O que tem o cú a ver com as calças?!?!’ Como são bons alunos estão isentos de culpas, mas se se apanhar por aí um mau aluno, então apedrejem-no? Desde quando é que o aproveitamento escolar está relacionado com o carácter e a integridade de um indivíduo?

Meus caros,

para isto nem tenho comentários.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Escape, por mim

I kept running,
not knowing what I was hiding myself from.
But I really got scared of my supposed 'safe place',
When I realized there is no escape for ourselves.
I have no idea of what's real or not.
I live in an awake nightmare, with moments of dreams.

So I sleep to forget. To regain my strength. To be at peace.
But I feel very strange and exausted in my dreams,
And I wake up tired [like I've been awake the all time],
and peace becomes merelly a word,
that any state of mind reaches.
Anything but absency
 - Total absency of feelings,
    thoughts or taste.
A punctual and short period of apathic behaviour
sooths me. -
I don't know what to do,
or what I do for the rest of the time.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Reis com uns parafusos a menos, por Terry Deary e Martin Brown


  1. Calígula, Imperador Romano: Pensava que era Deus; a namorada dele era sua irmã; mandava matar pessoas para se divertir; considerou o seu cavalo capaz de ser promovido a cônsul;
  2. Nero, Imperador Romano: Mandou incendiar Roma; assassinou o seu meio-irmão; tentou afogar a mãe, mas acabou por mandar os soldados apunhalarem-na até à morte; assassinou a mulher quando arranjou uma namorada, e depois matou a namorada ao pontapé;
    [...]
  3. Joana, Rainha de Castela: Ia para todo o lado com o corpo mumificado do seu marido; Não deixava nenhuma mulher aproximar-se dele;
    [...]
  4. Jorge III, Rei de Inglaterra: Por vezes, acabava cada frase com a palavra 'pavão'; acreditou que Londres estava inundada e encomendou um barco de luxo; usava uma fronha à volta da cabeça e tentou adoptar uma almofada como se fosse um filho; pensava que já tinha morrido e andava de luto como forma de respeito
    [...]
in 'Factos Marados'

Sem Nome, por Sophia M. B. Andersen

Sacode as nuvens que te poisam nos cabelos,
Sacode as aves que te levam o olhar,
Sacode os sonhos mais pesados do que as pedras.

Porque eu cheguei e é tempo de me veres,
Mesmo que os meus gestos te trespassem
De solidão e tu caias em poeira,
Mesmo que a minha voz queime o ar tu respiras
E os teus olhos nunca mais possam olhar".

in 'Coral'